Fábio da Veiga, superintendente do Porto de Itajaí, veio a público em um vídeo para rebater as acusações que o atingiram durante a campanha eleitoral. Em sua manifestação, Veiga buscou esclarecer a "história real" por trás da paralisação do porto, que se estendeu por aproximadamente dois anos, resultando em prejuízos bilionários para Itajaí e sua região de influência.

O gestor da autoridade portuária direcionou suas respostas às críticas feitas nas redes sociais e em debates por candidatos como Robison Coelho (PL) e Osmar Teixeira (PSD). Veiga defende sua administração e aponta aqueles que considera os "verdadeiros culpados" pela crise que afetou o desenvolvimento econômico da cidade e do estado.

Especialistas do setor portuário consultados indicam que a complexa situação do Porto de Itajaí possui múltiplos responsáveis. A principal parcela de culpa, segundo essa análise, recai sobre o governo federal da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) teria falhado em conduzir o processo de desestatização dentro do prazo, apesar de estudos e editais estarem em fase avançada.

Contudo, a responsabilidade não é atribuída exclusivamente ao âmbito federal. O governo municipal de Itajaí também é apontado com parcela de culpa. Houve ameaças de judicialização do processo licitatório caso a Superintendência do Porto não permanecesse sob controle municipal. Essa postura, segundo especialistas, teria levado o município a sacrificar mais de 50% de sua economia em troca de posições políticas na gestão portuária.