A implementação do serviço de telemedicina em Itajaí está programada para iniciar no dia 2 de abril, seguindo um modelo de custos padronizado para os 11 municípios da região. A iniciativa é baseada em uma Ata de Registro de Preços do Consórcio Intermunicipal de Saúde da AMFRI, permitindo que cidades como Itajaí contratem o serviço conforme a demanda local. O objetivo é otimizar o acesso da população aos cuidados médicos e racionalizar os gastos públicos no setor da saúde.
O sistema começará a operar com um pronto atendimento digital, que realizará a triagem e a consulta médica de forma remota. A expectativa é que até 70% dos atendimentos de baixa complexidade sejam resolvidos por meio da plataforma online. Após a consulta, o paciente pode receber a receita médica, quando necessária, e orientações sobre o tratamento. O serviço também indicará a necessidade de buscar atendimento presencial em locais como as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), caso o quadro clínico exija.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Mylene Lavado, o novo modelo de atendimento deve gerar uma economia de aproximadamente 50% aos cofres públicos. Além da redução de despesas, a plataforma facilita o acesso da população ao sistema de saúde. O atendimento remoto permite que os cidadãos recebam consultas, orientações e prescrições médicas sem sair de casa, o que pode diminuir o tempo de espera e o fluxo de pessoas nas unidades de saúde.
A contratação do serviço se dá por adesão ao registro de preços, o que garante flexibilidade para o município contratar conforme a necessidade. A secretária Mylene Lavado destaca que a ferramenta é uma solução para desafios atuais do sistema. “A telemedicina é uma ferramenta regular, economicamente vantajosa e necessária para ampliar acesso e enfrentar filas, especialmente em áreas de grande demanda, como psicologia”, pontua. Com a prescrição digital, será possível adquirir os medicamentos em farmácias do município.

