A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2/6) a Operação Benaia, com o objetivo de desarticular um esquema milionário de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro que atuava na região aduaneira de Itajaí, em Santa Catarina. A ação visa desarticular um esquema que envolve um servidor público federal, principal investigado, que teria recebido quantias significativas para facilitar processos alfandegários.

As diligências da PF identificaram que o servidor público, com o poder que seu cargo lhe conferia, teria recebido indevidamente pelo menos R$ 2 milhões. Esse montante seria destinado a agir em favor de empresários em processos relacionados à alfândega. Além disso, o investigado é suspeito de ter se empenhado em criar mecanismos de logística a pedido desses empresários, demonstrando um amplo alcance de suas atividades ilícitas.

Durante o aprofundamento das investigações, as autoridades descobriram que o servidor possuía empresas registradas em nome de seus familiares. Essas empresas eram utilizadas como fachada para dissimular, ocultar e dar aparência de legalidade aos valores que ele recebia ilegalmente, caracterizando a prática de lavagem de dinheiro. Essa descoberta foi crucial para a elucidação completa do esquema.

Ao todo, a Operação Benaia cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em diversos endereços nos estados de Santa Catarina e São Paulo. Em Santa Catarina, as buscas ocorreram em Itajaí (3 mandados). Já em São Paulo, os mandados foram distribuídos em Guarulhos (3), São Paulo (3), Santana de Parnaíba (2), Barueri (1), Paulínia (2), Valinhos (1), Hortolândia (1) e Campinas (8). A Justiça também autorizou o afastamento do servidor público de suas funções, como medida para impedir a continuidade das práticas criminosas.