A Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 da construção civil em Itajaí e região continua sem acordo entre o Sindicato da Indústria da Construção Civil dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Sinduscon) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Siticom). A data-base da categoria é 1º de maio e, até o momento, os trabalhadores ainda não tiveram a convenção fechada.
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O principal impasse é o índice de reajuste salarial. O Siticom pede aumento de 5% sobre os salários da categoria. Já o Sinduscon propõe reajuste de 4,11%, correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), com efeitos retroativos à data-base. "O reajuste era para ter sido aplicado em junho, mas o sindicato ainda está em negociação. Eles estão lutando por um índice maior, mas ainda não houve acordo", relatou um trabalhador da construção civil.
O Siticom confirmou que as negociações seguem travadas e atribuiu o impasse ao sindicato patronal. "Estamos tentando negociar a convenção coletiva de trabalho, porém o sindicato patronal não quer fechar. Chegamos a um acordo em 5%, mas o sindicato não aceita. Pensam apenas em si próprios, aí fica difícil negociar", criticou a entidade.
A convenção abrange trabalhadores de empresas da construção civil, como pedreiros, carpinteiros, pintores, encanadores, armadores, serventes e demais profissionais da construção e manutenção de edificações nos municípios de Balneário Piçarras, Itajaí, Navegantes e Penha.
Em nota, o Sinduscon informou que as negociações continuam e afirmou que uma das propostas apresentadas pelo sindicato dos trabalhadores teria impacto superior a 50% sobre as condições atuais, percentual considerado inviável pelo setor patronal.
Segundo a entidade, para evitar que os trabalhadores permanecessem sem qualquer atualização salarial, foi orientada às empresas associadas, em comunicado enviado em 19 de maio, a aplicação do reajuste de 4,11% sobre os salários e também sobre o auxílio-alimentação (cesta básica), ambos com efeitos retroativos à data-base. "A medida tem caráter provisório e busca preservar o poder de compra dos trabalhadores enquanto as negociações continuam. Neste momento, Sinduscon e Sindicato dos Trabalhadores permanecem em tratativas para buscar uma composição que permita a conclusão da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027, conciliando a valorização dos trabalhadores com as condições econômicas e a sustentabilidade das empresas do setor", informou, em nota, o presidente do Sinduscon da Foz do Rio Itajaí, Eduardo Luis Agostini da Silva.
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"

