O terreno do antigo presídio de Itajaí, no bairro Nossa Senhora das Graças, deve receber uma nova escola municipal em período integral voltada ao ensino fundamental II. A unidade, ainda em fase inicial de projeto, terá o nome da professora e escritora Marlene Dalva da Silva Rothbarth, referência na educação e na memória cultural da cidade.

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A proposta da prefeitura é implantar no local uma escola-modelo para estudantes do sexto ao nono ano, com capacidade para cerca de 450 alunos. O projeto também prevê formação técnica integrada, com o objetivo de ampliar as oportunidades de aprendizado e qualificação dos estudantes.

A construção atende a uma demanda antiga da comunidade. Segundo a prefeitura, a proposta foi discutida com moradores da região, que apontaram a necessidade de ampliar a estrutura educacional do bairro.

A presidente da associação de moradores do bairro Nossa Senhora das Graças, Camila Faustino, disse que a expectativa é grande com a criação da nova escola. “Seria um tipo de escola do futuro que estavam planejando. O jovem passaria o dia inteiro ali”, comentou.

A Secretaria de Educação de Itajaí informou que o projeto ainda está em tramitação nas secretarias responsáveis. De acordo com a pasta, a proposta é criar uma escola pensada para atender às necessidades da comunidade, conforme discutido em audiência pública.

Como o projeto está em fase inicial, a prefeitura informou que não há, por enquanto, detalhes sobre a estrutura da unidade, investimento previsto ou prazo para início e conclusão das obras.

A futura escola faz parte do plano de ampliação da rede municipal de ensino. Segundo o município, seguem em andamento os trâmites para novas unidades também nos bairros Nilo Bittencourt, Limoeiro e Santa Regina.

Formada em Pedagogia em 1975 e com especialização em Administração Escolar pela Univali, Marlene Rothbarth trabalhou como professora entre 1952 e 1983, além de ter exercido as funções de diretora e inspetora escolar.

Ela também teve forte atuação na vida cultural de Itajaí. Foi diretora do Museu Histórico e integrou entidades como a Proarte, a Academia Itajaiense de Letras e a Associação de Amigos do Museu e Arquivo Histórico de Itajaí.

Como escritora, pesquisou e registrou a história da cidade em obras como “Júlia e Gabriel visitam Itajaí”, “Uma história de família”, “Famílias de Itajaí, mais de um século de história” e “Itajaí em crônicas”.

Marlene morreu em 16 de janeiro de 2026, aos 92 anos, no hospital Marieta Konder Bornhausen, em decorrência de doença respiratória.

O filho caçula, Renato Rothbarth, disse que ficou surpreso com a receptividade da prefeitura à homenagem. Segundo ele, a escolha da unidade tem relação com a trajetória da mãe na região, especialmente pela ligação com a EEF Francisco de Paula Seara, onde foi diretora por anos.

Gabrielle Rudolf Gabrielle Rudolf; jornalista no DIARINHO, em formação pela Faculdade Univali, com atuação em jornalismo digital, produção para mídia impressa e produção de reportagens multimídia