Profissionais médicos terceirizados que prestam serviços à rede municipal de Saúde de Itajaí manifestaram profunda insatisfação e ameaçam paralisar suas atividades devido ao atraso no recebimento de seus salários. As pendências salariais abrangem os meses de maio e junho, e os profissionais alegam que o Instituto Maria Schmitt (Imas), responsável pela gestão dos contratos, tem se mostrado inerte diante das cobranças. A situação gera apreensão entre os cerca de 200 profissionais envolvidos, que buscam uma solução urgente para garantir o sustento.
As denúncias, que chegaram ao conhecimento público através de relatos de diversos médicos atuantes em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em plantões na cidade, indicam uma falta de clareza e resposta tanto por parte do Imas quanto da Secretaria Municipal de Saúde. A angústia dos trabalhadores é palpável, com relatos de contas vencidas e o comprometimento do orçamento familiar. A paralisação surge como uma medida de pressão para forçar uma resolução para o impasse.
Em contrapartida, a Prefeitura de Itajaí, por meio da Secretaria de Saúde, informou que não foi notificada oficialmente sobre qualquer paralisação iminente ou risco de descontinuidade dos serviços de saúde. O município declarou que o Termo de Colaboração com o Imas encerrou sua vigência em 31 de maio de 2026 e que todas as notas fiscais referentes aos serviços médicos efetivamente prestados durante esse período foram analisadas, liquidadas e pagas pelo Fundo Municipal de Saúde.
A prefeitura esclareceu ainda que existe uma discussão administrativa separada acerca de um pedido financeiro do Imas, referente a serviços prestados por profissionais de enfermagem e técnicos entre outubro de 2025 e maio de 2026, mas que este pleito não tem relação com os pagamentos dos médicos. Ressaltou também que a responsabilidade pelo pagamento dos profissionais terceirizados é do Imas, com quem estes possuem vínculo ou contrato de prestação de serviço, e não diretamente com o município. Desde 1º de junho de 2026, os serviços de saúde em Itajaí passaram a ser executados pela empresa Pro-VITTA, visando a continuidade do atendimento à população.

