Uma mãe denunciou o uso excessivo de televisão entre bebês da creche municipal CEI Cândida Vargas, no bairro Cabeçudas, em Itajaí. Segundo ela, o problema foi percebido na última quinta-feira durante os horários de entrada e saída das crianças.
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A denunciante afirma que frequentemente via as turmas B1 e B2, formadas por crianças com menos de dois anos, assistindo desenhos animados enquanto buscava ou deixava o filho na unidade.
A mãe questiona a prática porque especialistas recomendam evitar exposição a telas para crianças dessa faixa etária. Segundo ela, uma professora teria explicado que a rotina da sala dificulta o trabalho sem o uso da televisão.
Conforme o relato, duas professoras atendem 16 bebês na turma. A mãe afirma ter ouvido da educadora que “sem a TV não era possível dar conta do trabalho”. Ainda segundo a denunciante, a professora teria dito: “Aqui é assim: se você não quiser que ele veja televisão, ele tem que sair”.
A mãe também relata que a professora explicou que o aparelho era usado para ajudar os bebês a dormirem e evitar mordidas entre as crianças. Outra frase atribuída à educadora foi: “O Ministério da Educação permite. Se não permitisse, não teria televisão na sala”.
A denunciante conversou com a secretária da unidade. Segundo ela, foi informado que a escola já recebeu reclamações semelhantes e que o uso excessivo de televisão não é permitido. Ainda conforme o relato, a unidade teria orientado a professora sobre a situação, mas alegou dificuldade de supervisão constante porque a servidora é concursada e possui autonomia pedagógica.
O DIARINHO procurou a Secretaria de Educação de Itajaí, por meio do setorista Renan Caetano. A secretaria informou que não incentiva o uso de telas nas rotinas escolares, mas explicou que as unidades de educação infantil podem utilizar televisão em momentos específicos, como acolhida e despedida das crianças.
No caso do CEI Cândida Vargas, Renan afirmou que o equipamento foi utilizado apenas no início do ano letivo, em períodos permitidos e quando havia apenas um profissional em sala. Segundo ele, a TV era desligada logo depois.
A secretaria também informou que a unidade utiliza o equipamento apenas em atividades previamente planejadas dentro da programação pedagógica, de forma intencional e alinhada às orientações da rede municipal de ensino.
Lucas Barros Lucas Barros; estagiário de jornalismo no DIARINHO, atuando sob supervisão da jornalista Fran Marcon. Estudante da Faculdade Univali (Itajaí), 7° período; foco em redação de notícias locais e redes sociais

