O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, marcou presença em Itajaí nesta sexta-feira (26) para o evento de lançamento e batismo da Fragata "Cunha Moreira". Esta embarcação representa o terceiro navio a ser integrado ao Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), um projeto de grande relevância estratégica para o país, que visa fortalecer tanto a soberania nacional quanto a indústria naval brasileira. A cerimônia ocorreu nas instalações do TKMS Estaleiro Brasil Sul, local onde as embarcações estão sendo construídas.

O evento contou com a presença de diversas autoridades civis e militares, bem como representantes da Marinha e do setor da indústria naval. O Programa Fragatas Classe Tamandaré é liderado pela Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis, uma colaboração entre as empresas Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech. A construção destas fragatas de última geração é um marco para a capacidade de defesa do Brasil.

Em seu discurso, o Presidente Lula ressaltou a importância dos investimentos nas Forças Armadas, anunciando que a Defesa Nacional será formalmente incluída como um pilar central em seu programa de governo. "É preciso que a gente defina um projeto. Pela primeira vez eu vou colocar a questão da Defesa Nacional no programa de governo", declarou. Ele reforçou que, embora o Brasil não almeje conflitos, a preparação é fundamental para garantir a segurança nacional, integrando a defesa às prioridades de desenvolvimento do país, ao lado de áreas como educação, saúde e inteligência artificial.

A Fragata "Cunha Moreira", que leva o nome do primeiro brasileiro nato a chefiar o Ministério da Marinha, o Visconde de Cabo Frio, está equipada com armamentos modernos, incluindo canhões, sistemas de mísseis e radares multifuncionais. Sua entrega oficial à Marinha está programada para 2028. O programa prevê a construção de um total de quatro fragatas, com um investimento estimado em R$ 13,9 bilhões até 2030, sendo R$ 10,5 bilhões provenientes do Novo PAC. A iniciativa tem o potencial de gerar cerca de 23 mil empregos e será crucial para a proteção da vasta área marítima brasileira conhecida como Amazônia Azul, além de apoiar operações de busca e salvamento e cumprir compromissos internacionais.