Durante um discurso em Itajaí (SC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirigiu críticas ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). Lula declarou que o governador "não quis" estabelecer uma parceria com o governo federal para a execução de obras orçadas em R$ 24 bilhões no estado. "Eu não sei nem o nome dele. Ele nunca teve coragem de comparecer em nenhum evento do governo federal", disse Lula, em cerimônia que marcou a retomada da indústria naval.

O presidente classificou a ausência do governador em eventos federais como "falta de respeito". "Qual é o tamanho da cabeça desse cidadão e qualidade da massa encefálica dentro da cabeça?", questionou Lula, referindo-se diretamente ao governador catarinense. Ele também mencionou que Mello deveria explicar suas ações, como tirar foto segurando uma metralhadora durante sua campanha eleitoral.

Em seu pronunciamento, Lula também abordou questões sociais e raciais em Santa Catarina. Ele enfatizou que o racismo não pode prevalecer no estado e alertou contra a "síndrome de grandeza" que, segundo ele, pode acometer pessoas em um estado rico. "Não podemos permitir a ideia de hegemonia branca", declarou o presidente, clamando por igualdade e respeito.

O discurso em Itajaí também serviu para Lula reiterar suas críticas a políticas de privatização, citando especificamente a BR Distribuidora. Ele defendeu o papel da Petrobras em auxiliar o povo brasileiro e a importância de o país priorizar a produção nacional, questionando os benefícios de desestatizações e do "desmonte da indústria naval".