O futuro da infraestrutura portuária de Itajaí, em Santa Catarina, ganha contornos mais definidos com a inclusão de um moderno terminal de cruzeiros no projeto de concessão do Porto de Itajaí. A iniciativa, que demandará um investimento aproximado de R$ 300 milhões, integra a proposta submetida à consulta pública pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), marcando um avanço significativo na modernização e ampliação da capacidade do porto.

Com um contrato de concessão previsto para durar 25 anos, o plano geral de investimentos na infraestrutura portuária totaliza cerca de R$ 2,6 bilhões. Deste montante, uma parcela substancial será direcionada à construção do terminal de passageiros, projetado para receber alguns dos maiores navios de cruzeiros do mundo. A estrutura de mais de 20 mil metros quadrados abrigará áreas para embarque e desembarque, espaços comerciais, dependências operacionais e serviços de apoio aos viajantes, visando otimizar a experiência dos passageiros e a eficiência das operações.

O desenvolvimento do projeto do terminal de cruzeiros foi impulsionado pelo setor privado, com o Instituto Mais Itajaí, composto por mais de 65 empresas locais, destinando aproximadamente R$ 1 milhão em recursos para a elaboração do estudo técnico. Este plano, concebido pela multinacional WSP, especializada em infraestrutura portuária, foi apresentado ao governo federal e a operadores internacionais, sendo posteriormente doado ao poder público para servir de base técnica para a futura obra.

As etapas regulatórias e de licitação para a concessão do Porto de Itajaí estão em andamento. Após a conclusão da consulta pública e a análise das sugestões recebidas pela ANTAQ, a documentação seguirá para o Tribunal de Contas da União (TCU) e outras instâncias federais. A expectativa é que o edital seja publicado e o leilão realizado ainda no primeiro semestre de 2027. A empresa vencedora será responsável pelas operações de carga e pela implantação do terminal de passageiros até o sexto ano da concessão, com regras que visam garantir a concorrência no segmento de contêineres.