Itajaí, segunda maior economia de Santa Catarina, figura em oitavo lugar no ranking nacional das cidades que mais arrecadam tributos, com um montante de R$ 27,1 bilhões. O Produto Interno Bruto (PIB) do município alcança R$ 48,2 bilhões, e a cidade se consolida como o único representante catarinense entre os dez maiores arrecadadores do país. O levantamento, baseado em dados consolidados da Receita Federal e do Tesouro Nacional referentes a 2024, foi divulgado pelo site Brasil em Mapas.

O estudo revela uma acentuada concentração da arrecadação tributária em poucos municípios brasileiros. As dez maiores cidades concentram 32,7% da arrecadação nacional, apesar de abrigarem apenas 13,8% da população. Em contrapartida, 5.494 municípios, onde reside 65% da população, respondem pela outra metade da arrecadação total. Essa disparidade evidencia a concentração fiscal no país, onde uma parcela significativa da arrecadação provém de um número limitado de centros urbanos.

Rodrigo Silveira, secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, ressaltou a força da economia local, impulsionada por indústrias, serviços, construção civil, logística e comércio exterior, posicionando a cidade como "a porta de Santa Catarina para o mundo". Contudo, ele alertou para o "pacto federativo problemático", citando que o orçamento municipal, inferior a R$ 4 bilhões, é desproporcional à arrecadação de R$ 27 bilhões. Silveira defende a diversificação e o fortalecimento contínuos da economia, com foco na geração de valor agregado.

Thiago Morastoni, assessor-executivo do Porto de Itajaí e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, celebrou o desempenho, destacando que a arrecadação de Itajaí superou a de municípios maiores e mais populosos como Campinas e Manaus. Ele atribuiu o resultado ao trabalho de trabalhadores e empresas, à força do porto, da pesca, da construção naval e à diversificação econômica. Morastoni também mencionou o planejamento, a responsabilidade administrativa e os investimentos em infraestrutura como fatores cruciais para o crescimento da cidade, que almeja retomar a liderança do PIB catarinense.