Itajaí deu um passo significativo na luta contra a dengue, zika e chikungunya com o início do reconhecimento de áreas para a soltura de mosquitos Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia. Esta tecnologia inovadora visa reduzir drasticamente a capacidade de transmissão dos vírus por meio do inseto.

A iniciativa faz parte da estratégia de implantação do Método Wolbachia no município, que prevê a liberação de aproximadamente 150 mosquitos em cada um dos 3.338 pontos de soltura planejados. Nesta fase inicial, os bairros selecionados para receber a ação são Cidade Nova, São João, São Vicente e Cordeiros.

O reconhecimento de campo é uma etapa crucial para garantir a eficácia do método. As equipes da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DVE) estão validando os locais de liberação e identificando possíveis ajustes necessários antes do início oficial da operação, assegurando que o trabalho seja o mais eficiente possível.

A bactéria Wolbachia, que naturalmente ocorre em outras espécies de insetos, mas não no Aedes aegypti, impede a reprodução dos vírus dentro do organismo do mosquito. Essa característica é transmitida para as gerações futuras, criando um efeito duradouro no controle das doenças. Adicionalmente, Itajaí contará com um laboratório próprio para o cultivo desses mosquitos. Apesar do avanço tecnológico, as autoridades reforçam que a eliminação de focos de água parada continua sendo a principal e mais eficaz forma de prevenir a proliferação do mosquito transmissor.