O Hospital Marieta Konder Bornhausen, principal unidade de saúde pública de Itajaí e da região, opera com 100% de ocupação de seus leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria. A grave situação, registrada nesta sexta-feira (29), ocorre em meio a um aumento significativo de casos de doenças respiratórias em Santa Catarina, resultando em uma fila de pacientes que aguardam por atendimento e internação.

Dezenas de pacientes enfrentam a espera por uma vaga. Conforme a direção médica da instituição, 15 indivíduos aguardam por leitos para internação, enquanto outros 36 permanecem internados no pronto-socorro, aguardando a liberação de vagas para dar continuidade ao tratamento adequado. A queda abrupta das temperaturas tem sido apontada como o principal fator para a elevação de diagnósticos de pneumonias, bronquites e outras complicações respiratórias, exercendo uma pressão sem precedentes sobre a rede hospitalar.

O Hospital Marieta é considerado o maior hospital público de Santa Catarina, desempenhando um papel crucial no atendimento à saúde de uma vasta população. Ele serve a 11 municípios da região da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri), incluindo cidades como Balneário Camboriú, Navegantes, Penha e Itapema. O complexo dispõe de aproximadamente 590 leitos ativos, sendo 65 deles destinados a UTIs. Mais de 90% de todos os atendimentos realizados na unidade são provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), evidenciando sua relevância para a saúde pública regional.

A situação de lotação não se restringe apenas ao Hospital Marieta, refletindo um cenário de alta demanda em todo o estado. Dados do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS (Cieges SC) indicam que a taxa geral de ocupação das UTIs adultas em Santa Catarina atingiu 92,5% recentemente. Diante do panorama, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina informou que está monitorando de perto o avanço das doenças respiratórias e reforçou a necessidade de a população se vacinar contra a gripe. A imunização é crucial, especialmente para grupos mais vulneráveis como idosos e crianças, a fim de mitigar a propagação e a gravidade dessas enfermidades.