A espera por um exame de ressonância magnética de crânio com sedação e contraste pelo Sistema Único de Saúde (SUS) completa mais de dois meses para a família de Pedro Henrique dos Reis, um menino de apenas dois anos residente no bairro Santa Regina, em Itajaí.

Pedro sofreu um traumatismo cranioencefálico, e o exame é classificado como urgente para que os médicos possam investigar alterações identificadas em avaliações anteriores e dar prosseguimento ao tratamento. Segundo a avó do menino, o pedido do exame foi feito em maio, e desde então a família tem buscado informações sobre a data de realização.

O quadro de saúde de Pedro tem sido motivo de grande preocupação. Ele tem apresentado crises frequentes de choro e chegou a dormir por cerca de 28 horas seguidas. Além disso, a família aguarda uma consulta com um neuropediatra pelo SUS para obter um diagnóstico mais preciso sobre o estado neurológico da criança.

Em busca de agilizar o processo, a avó procurou o gabinete do vereador Calinho Bombeiro (PL). Foi informada que o gabinete não poderia arcar com os custos do exame, mas recebeu a sugestão de criar uma vaquinha online para arrecadar fundos, com a promessa de divulgação nas redes sociais. O vereador, por sua vez, esclareceu que não possui competência legal nem recursos para custear tratamentos de saúde e que a demanda foi encaminhada à Secretaria de Saúde de Itajaí.

Após o contato da reportagem, a Secretaria de Saúde de Itajaí informou que Pedro Henrique dos Reis já foi devidamente inserido na fila de regulação para a realização do exame de ressonância magnética, conforme a necessidade clínica apresentada. A pasta garantiu que o procedimento será realizado pelo SUS e que o menino será convocado assim que chegar a sua vez na lista.

A secretaria também ressaltou que não se responsabiliza por manifestações individuais de outros poderes, como o legislativo, e que não orienta pacientes ou seus responsáveis a promoverem arrecadações para exames que são garantidos pela rede pública. A pasta municipal destacou que tal orientação não parte do município.