Itajaí já é referência nacional pela força do porto e pela posição estratégica na logística do sul do Brasil. Agora, a cidade dá um passo rumo ao futuro com o Distrito de Inovação, para ser um polo de tecnologia, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável. Com esse projeto, a cidade tem planejado a transformação financeira para as próximas décadas.
O projeto em fase de planejamento, foi projetado em uma área de 221,8 hectares no bairro Itaipava. No mesmo espaço, o distrito vai integrar indústrias, empresas de tecnologia, startups, universidades, moradias e espaços de convivência. Do total da área, 67% serão destinados à preservação ambiental, para que crescimento e sustentabilidade caminhem juntos.
A previsão é de que a novidade integre a região da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí-Açu (AMFRI) e impacte toda a economia do Litoral Norte catarinense. Quando pronto, o distrito deve atuar como um ecossistema que conecte empresas, centros de pesquisa e poder público, para gerar empregos qualificados, ampliar oportunidades e elevar a renda regional de forma sustentável e competitiva.
Além das indústrias e empresas de tecnologia, o Distrito de Inovação prevê a criação de um bairro planejado com moradias de qualidade, prédios corporativos e espaços de convivência.
Um polo farmacêutico entre os maiores do país
“Nós vamos ter no Distrito de Inovação um dos maiores polos farmacêuticos do país. É um segmento em que Itajaí ainda não atuava diretamente como setor produtivo, apenas na importação. É uma área que gera muita receita, muitas divisas e tem um papel estratégico para a soberania nacional ", afirma.
Segundo Robison, o município já concluiu todas as etapas de consultas e análises junto aos órgãos de controle e está na fase final para a assinatura do contrato. A expectativa, com o projeto, é a geração de centenas de empregos, especialmente em setores essenciais com as mudanças da Reforma Tributária.
Inovação em Itajaí já tem base consolidada
Toda a região da AMFRI é atendida no Centro, que conta com universidades como UFSC, IFSC, UDESC e Univali, além do poder público e do setor produtivo. Essa convergência permite que a pesquisa acadêmica se transforme em soluções práticas, e que empresas tenham acesso a conhecimento e tecnologia em escala regional.
O distrito amplia esse conceito, já que a proposta contempla diferentes tipologias de espaços produtivos, como lotes industriais, fábricas de design padrão e fábricas de alta tecnologia. Quando pronta, toda a estrutura deve atender desde empresas em estágio inicial até indústrias já consolidadas.
Indústria de defesa e logística estratégica
Para além da tecnologia, Itajaí também assinou um protocolo de intenções com a Fiesc e o Sebrae para a criação de um polo da indústria de defesa na cidade. O setor já tem uma grande relevância no município, berço do projeto Classe Tamandaré, que envolve a construção de quatro corvetas para a Marinha brasileira.
“A meta é expandir essa indústria, abrindo oportunidade para empresas locais ou que se instalarem no município possam vender seus produtos para a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, que é um grande mercado para vários equipamentos e insumos” explicou Robison.
Um dos fatores que reforçam o potencial do projeto em Itajaí é a vocação logística da cidade. O município conta com porto, universidades, proximidade com aeroportos e, em breve, um dos principais aeroportos executivos do Brasil. Além disso, a malha viária também é estratégica, já que as rodovias BR-101, BR-470, Jorge Lacerda e Antônio Heil conectam Itajaí com o resto do país.
A expectativa do prefeito é que Itajaí mantenha, nos próximos anos, um ritmo de crescimento acima das médias estadual e nacional. Segundo ele, a cidade deve continuar o processo de desenvolvimento ao investir e apoiar as iniciativas que já funcionam.
— Itajaí vai continuar crescendo e se desenvolvendo em um ritmo muito maior do que a média nacional e estadual, gerando mais empregos e oportunidades. Nós temos um crescimento populacional previsto e precisamos garantir que esse desenvolvimento aconteça de forma equilibrada e sustentável — conclui.
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