Os casos prováveis de dengue em Itajaí apresentaram uma redução superior a 90% no primeiro semestre de 2026, conforme apontam os dados mais recentes do boletim epidemiológico divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica do município. Neste período, Itajaí registrou 273 casos prováveis da doença, um número drasticamente menor em comparação com os mais de 3 mil casos reportados no mesmo período do ano anterior, 2025. A queda significativa também se estendeu às notificações de casos suspeitos, que apresentaram uma diminuição de 62,33%, caindo de mais de 15 mil para 5.791 registros.

Do total de 171 casos de dengue confirmados em Itajaí durante os primeiros seis meses de 2026, 166 tiveram transmissão dentro do próprio município, sendo classificados como autóctones. Os bairros que concentraram o maior número desses registros foram São Judas, Dom Bosco e São Vicente. Esse mapeamento detalhado das áreas de incidência permite que as autoridades de saúde concentrem seus esforços em ações de prevenção e mantenham uma vigilância epidemiológica ativa e direcionada, visando um controle mais eficaz da disseminação do vírus e a proteção da população local.

Apesar da expressiva queda nos números, a Vigilância Epidemiológica de Itajaí ressalta a importância de manter o estado de alerta. A circulação simultânea de três sorotipos do vírus da dengue – DENV-1, DENV-2 e DENV-3 – representa um desafio adicional e aumenta o risco de novas ondas de contaminação. Diante desse cenário, o acompanhamento contínuo dos indicadores de saúde e o monitoramento das áreas com transmissão sustentada permanecem como prioridades para a Secretaria Municipal de Saúde, com o objetivo de prevenir surtos e fortalecer a capacidade de resposta da rede de atendimento.

Como parte da estratégia de controle da doença, Itajaí dará início em julho à fase de comunicação e engajamento social do Método Wolbachia. Equipes do projeto visitarão escolas, unidades de saúde, espaços públicos e associações comunitárias para apresentar a iniciativa aos moradores. A implementação do método, que utiliza mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia para reduzir a transmissão do vírus, começará nos bairros São João, São Vicente, Cordeiros e Cidade Nova, com a liberação dos mosquitos prevista para o final de agosto ou início de setembro. Lucio Vieira, responsável pelo programa de combate à dengue, enfatiza que a tecnologia é um complemento às ações de combate ao mosquito e não substitui a eliminação de focos de água parada, pois é segura e recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).